segunda-feira, 6 de julho de 2015

Telefones celulares são tão contaminado quanto os solados dos sapatos







“Os celulares contêm mais bactérias de pele que a qualquer outro objeto, o que poderia ser devido ao fato de que este tipo de bactérias aumenta em altas temperaturas e os nossos telefones são perfeitas para a reprodução desses germes, como eles são mantidos em ambientes quentes e acolhedores como nossos bolsos e bolsas.


Essas bactérias são tóxicas para os seres humanos e podem causar infecções graves”.

Foram encontradas  nos aparelhos de telefone celular bactérias como a Estafilococus  aureos  que pode causar  doenças como a otite  – inflamação do ouvido causadora de dores intensas – , conjuntivite, intoxicação alimentar e sinusite. Outra bactéria encontrada foi a Salmonela, que  pode causar diarréia, vômito e febre.

A experiência foi repetida no Brasil pelo biomédico Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria, ele recolheu amostras de celulares e também de solas de sapatos. Depois limpou os mesmos celulares e fez nova coleta. Tudo foi levado para o laboratório. O resultado das análises comprovaram: um celular tem tanta bactéria quanto uma sola de sapato.



“Só que as origens são diferentes. No celular, essas bactérias vêm da saliva ou da mão da pessoa que segura esse celular. Na sola do sapato, as bactérias vêm de diversas origens, como o solo, terra, poeira. Mas não fique assustado, você tem resistência suficiente para impedir que elas causem alguma doença. A não ser que você tenha algum problema de saúde que deixe sua resistência comprometida”, explica o biomédico.

A análise feita nos celulares limpos mostra o efeito de uma simples “faxina”. Para deixar seu celular livre de bactérias é só passar algodão ou lenço de papel com um pouquinho de álcool isopropílico.
“Este álcool é volátil e não chega a atrapalhar o mecanismo do celular. E onde vai encontrar? Na farmácia, em qualquer farmácia”, ensina Roberto Figueiredo.



Limpar o celular uma vez por semana resolve o problema. Mas atenção: a “faxina” tem que ser diária se o dono do celular tiver contato com doentes, como médicos, enfermeiros e técnicos de laboratório. Ou se estiver com gripe, dor de garganta e cárie.


Um milhão de bactérias foram encontradas em um único aparelho. No sapato eram 400 mil. Na foto, o professor João Damasceno Martins, especialista em microbiologia, e a estudante de enfermagem Gésika Martinelli analisam um celular.





"Se vai ao banheiro, leva o celular, o atende antes de lavar as mãos e depois não limpa o aparelho. Ou pega em dinheiro e não se preocupa com a sujeira que passa para o telefone. Isso, aliado à saliva e ao contato com a oleosidade da pele, deixa o aparelho úmido, aumentando o número de bactérias".
O Dr. Bactéria, como é conhecido o biomédico Roberto Figueiredo








Fontes:
www.atarde.com.br
www.wired.com/gadgetlab

terça-feira, 30 de junho de 2015



Projeto de Lei 7633/2014, HUMANIZAÇÃO DO PARTO




Projeto institui regras para realização de partos no Brasil






Jean Wyllys quer que, desde a descoberta da gravidez, mulher tenha direito a plano individual de parto.
O Brasil pode passar a contar com uma lei federal para instituir o parto humanizado e combater a violência obstétrica. Em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 7633/14, do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), traz os direitos da mulher durante a gestação e o parto – inclusive nos casos de aborto – e as obrigações dos profissionais de saúde. Trata também dos direitos do feto e do recém-nascido.
As regras previstas aplicam-se, conforme o texto, às instituições do Sistema Único de Saúde (SUS), privadas de saúde suplementar e filantrópicas. Profissionais e estabelecimentos que não cumprirem as normas poderão ser punidos civil, penal e administrativamente, de acordo com a proposta.
Direito de escolha
Pelo projeto, toda gestante tem direito à informação e à escolha. Desde a descoberta da gravidez, a mulher fará jus à elaboração de um plano individual de parto. Nesse documento, ficarão registradas todas as suas opções, como as equipes de acompanhamento, sempre que possível, o tipo de parto que prefere e o local onde quer que ocorra. Qualquer alteração no plano deverá ser anotada no prontuário pelo médico responsável com a justificativa clínica da mudança.
A grávida também poderá contar com um acompanhante durante todo o processo. Terá ainda o direito de contratar profissional auxiliar de parto que será autorizado a executar ações suplementares às equipes da unidade de saúde.

Assistência humanizada
Médicos e demais profissionais de saúde deverão dar prioridade à assistência humanizada no nascimento. Dentre esses princípios, o texto enumera procedimentos como interferência mínima da equipe, preferência por métodos não invasivos e utilização de medicamentos e cirurgias somente quando estritamente necessário.
Assim que nascer, o bebê deverá ser imediatamente colocado em contato com a mãe. Abre-se exceção apenas para atendimento de emergência, em caso de risco de vida para um dos dois. A mulher também terá direito de permanecer em contato com seu filho, mesmo que ele esteja em unidade de tratamento intensivo.
Para garantir a prerrogativa de escolha da mulher, o projeto prevê que a equipe de saúde deverá fornecer a ela todas as informações sobre gestação, diferentes formas de parto e amamentação.
Dependerá de justificativa clínica a adoção de procedimentos como administração de ocitocina sintética (para acelerar o parto), a tração ou remoção manual da placenta e dieta zero durante o trabalho de parto.
Violência obstétrica
Como violência obstétrica, a proposta de Jean Wyllys define atitudes como “tratamento desumanizado, abuso de medicalização e patologização de processos naturais, que causem a perda de autonomia e da capacidade das mulheres de decidir livremente sobre seus corpos e sua sexualidade”.
O projeto também elenca uma série de condutas consideradas ofensas verbais ou físicas, como ironizar ou constranger a mulher devido a fatores como religião, cor, nível educacional ou orientação sexual. Preterir e ignorar queixas e solicitações da grávida também fazem parte dessa lista. Realizar cesariana sem indicação clínica real ou submeter a mulher a procedimentos invasivos desnecessários ou humilhantes também constam como formas de ofensas.
Comissões
Previstas no texto para serem instituídas por meio de portarias, as comissões de monitoramento dos índices de cesarianas e de boas práticas obstétricas (CMICBPO) terão a função de controlar a violência obstétrica no País.
As comissões serão formadas nas esferas estadual e municipal e nas instituições de saúde. Todas as ocorrências deverão ser comunicadas ao órgão, que notificará os conselhos regionais de medicina e enfermagem.
Cesarianas
Ainda conforme proposta, essas comissões terão também a função de monitorar o número de cesarianas realizadas e propor medidas para redução desse procedimento. Os índices de cirurgias, pelo texto, não devem ultrapassar a média recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que segundo Jean Wyllys, é de 15% dos partos.
Caberá às comissões elaborar relatórios com os números de cesarianas. Instituições que ultrapassarem a meta serão comunicadas. Caso o índice seja excedido por três vezes consecutivas, a comissão deverá realizar sindicância. No relatório final, devem constar informações como causas das cirurgias e profissionais responsáveis. Devem-se propor também as medidas para reduzir os percentuais.
Caso a situação não seja corrigida em 90 dias, a comissão encaminhará denúncia ao Ministério Público, e a instituição de saúde ficará sujeita às seguintes punições:
- suspensão, por prazo inicial de 30 dias, de financiamento público a instituições pertencentes ao SUS ou a ele vinculadas para a realização de cesarianas;
- proibição temporária de cesarianas, para instituições privadas ou filantrópicas, por igual período.

Tramitação
Em caráter conclusivo, o projeto será analisado pelas comissões de Educação; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.




http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SAUDE/471158-PROJETO-INSTITUI-REGRAS-PARA-REALIZACAO-DE-PARTOS-NO-BRASIL.html

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A  posição em que os casais dormem diz muito sobre a relação?



De acordo com especialistas em cognição, linguagem e psicólogos, a posição na qual os casais dormem diz muito sobre o momento pelo qual estão passando, pois apesar da variação da linguagem corporal, de um modo geral, a posição pode ser uma janela emocional para a situação que o casal vive naquele momento. Gostaria de conhecer o significado das posições que divide com seu/sua parceiro (a)? 


De costas, porém se tocando

Casais que costumam dormir nessa posição refletem que respeitam seu espaço individual, porém, sem perder o contato. São dinâmicos, levam a vida de forma independente, mas sua relação é estável e saudável. Segundo especialistas, essa posição reflete confiança entre o casal sem necessidade de que um esteja na presença do outro.

De costas e separados

Essa posição é um alerta de que algo não está bem na relação. É uma necessidade de manter distância e o desejo de ter maior liberdade na vida de ambos. A falta de contato entre os corpos, que ficam em direções opostas, pode indicar que houve uma forte discussão ou que um dos dois está buscando total independência.
Nesse caso é preciso começar a analisar bem a posição, por exemplo, se as mãos estão fechadas e o corpo tenso, são sinais de que o casal não quer se comunicar e, inclusive, sentem que a presença um do outro é insuportável.
Mas, se os corpos estão mais soltos, não há tensão na relação e isso pode indicar que ainda há confiança e respeito pelo espaço um do outro.

De frente um para o outro, sem se tocar

Dormir nessa posição é sinal da busca por intimidade e da existência do desejo de estar perto do parceiro (a). Cada um sabe respeitar os momentos de intimidade do outro, mas tem uma conexão que os impede de se distanciar. Mas, em geral, esse tipo de casal assume a rotina e os problemas diários mais facilmente.

Entrelaçados

Especialistas concordam que essa posição é sinal de desejo e de uma paixão muito forte. É muito comum quando a relação está começando e, em geral, ocorre quando ambos dormem depois de um momento de intimidade. Esse entrelaçamento pode revelar desejo sexual, mas, ainda segundo especialistas, é possível que o casal que se acostuma com essa posição pode apresentar situações de ciúmes.

De “conchinha”

Segundo especialistas, a pessoa que costuma abraçar nessa posição tende a guiar e proteger o companheiro (a). Esse, por sua vez, se sente mais cômodo e seguro ao lado do parceiro e é possível que quando não é abraçado durante o sono se sinta desprotegido. É uma posição que reflete a harmonia perfeita entre o casal. Porém, em certas ocasiões também pode indicar a existência de certa insegurança na relação.

Abraçados

Especialistas em linguagem corporal afirmam que essa posição reflete compromisso, amor e carinho entre o casal. Em geral, reflete que as coisas estão muito bem e a vida sexual é excelente. Também afirmam que dormir com a cabeça no ombro do parceiro é um indício de que a pessoa se sente muito segura com seu parceiro.

“O espaçoso e a encolhida”

Essa não é uma posição boa para o casal, de acordo com especialistas,a pessoa espaçosa na cama não demonstra afeto por seu (a) parceiro (a). Inclusive, essa posição reflete que a relação está passando por um momento difícil, na qual a pessoa que ocupa menos espaço está sofrendo de baixa autoestima e insegurança, enquanto que a que ocupa o maior espaço ainda acredita que a relação é bem sucedida.

Cada um em seu espaço, mas com os pés entrelaçados

Essa posição reflete que ambos se amam, mas é preciso prestar atenção na relação. De acordo com especialistas é uma combinação entre amor, paixão e diferenças na relação. O fato de dormir com os pés entrelaçados é um símbolo de compromisso com o outro e 







QUAL O JEITO CERTO DE DORMIR:
POSTURA, COLCHÃO E TRAVESSEIRO

Especialistas explicam como a posição do corpo na hora de dormir, a escolha do travesseiro e do colchão de acordo com o biotipo da pessoa e até o ambiente do quarto contribuem para uma boa noite de sono.
Alguns problemas e preocupações no trabalho e na vida pessoal, ou mesmo determinadas doenças podem afastar a possibilidade de uma boa noite de sono. A qualidade do sono pode ser prejudicada por razões bem mais simples de serem resolvidas – que incluem a postura na hora de dormir, a escolha do colchão e do travesseiro, os hábitos antes de ir para cama e até o ambiente escolhido para relaxar e dormir.
Em geral, o melhor jeito de adormecer é na posição lateral, porque a coluna fica mais protegida e a respiração flui melhor. Essa é a melhor maneira segundo os especialistas, principalmente para as pessoas que sofrem de refluxo e distúrbio do sono. “Quando ficamos de barriga para cima, a gravidade empurra a língua e a pessoa tem mais chance de roncar ou de ter apnéia (parada respiratória).
Sobre o sono: desligando-se.
Vigília: período acordado.
Estágio 1: sonolento, consome 5% do sono.
Estágio 2: sono superficial, leva 30% do tempo total.
Estágio 3: sono profundo. O corpo começa a descansar – ocupa 10% do sono.
Estágio 4: sono pesado. Consome 30% do sono.
REM: abreviação, em inglês, do movimento rápido dos olhos. É a hora dos sonhos e do descanso mental e ocupa 25% da noite e acontece no final.
POSTURA ERRADA
• Não se deve curvar a cabeça e colocar as mãos sob o travesseiro, pois a coluna não fica em linha reta e o travesseiro na altura adequada.
• Outro ponto a ser destacado é que as pernas não devem ficar dobradas (uma sobre a outra), para que não exerçam “peso’ sobre a bacia e nem entortem a coluna.
• Para quem dorme assim, o ideal é usar travesseiros que acompanhem o formato do pescoço, ou seja, não podem ser muito altos e nem muito baixos, e o colchão deve moldar um pouco as curvas das costas e bacia.

POSTURA CERTA
• Deitar de lado, colocar um dos braços sobre o peito, o outro ao longo do corpo, pernas flexionadas, mantendo a coluna alinhada.
• Importante usar um travesseiro entre as pernas. Quem tem pernas mais gordinhas usar uma almofada ou travesseiro mais fino entre as coxas.

COLCHÕES BONS DE CAMA
Quanto ao colchão, não pode afundar ou deixar o corpo dolorido. Para evitar lombalgias, cervicalgias e outros problemas na coluna, teste o colchão, antes de comprá-lo. Eles devem se adaptar perfeitamente ao formato do corpo, evitando desconforto e dormência no dia seguinte. “O bom colchão é aquele que molda as ondas naturais da coluna, relaxando os músculos e aliviando os pontos de tensão, para que se tenha um descanso profundo”.
O colchão deve proporcionar conforto, sustentação muscular e óssea e facilitar a circulação. Dicas de colchões:
• Molas individuais ensacadas: indicada para casais, pois não há ligação entre as molas e o parceiro não sente o movimento do outro. O ruído de metal foi eliminado.
• Espuma: é formada por uma única lâmina de espuma maciça e deve ter a densidade indicada para o tipo físico de cada pessoa, para não causar desconforto e dores musculares.
• Espuma viscoelástica: desenvolvida pela NASA, esta nova tecnologia criou uma espuma mais resistente a fungos, bactérias e poeira. É recomendada para pessoas que tenham problemas respiratórios e alergias. Estes colchões acompanham as formas do corpo (moldam), mantendo a coluna e o pescoço alinhados, suavizando os pontos de pressão dos ombros e quadris e aliviando as dores musculares.
• Látex: para pessoas com problemas respiratórios, porque possui furinhos que permitem que o ar circule, evitando a presença de ácaros. O modelo tem a mesma consistência da espuma.
• Bamboo memosense: com molas ensacadas e tecido revestido com fibras naturais de bambu, permite que o corpo não sinta calor no verão e nem frio no inverno.

TRAVESSEIROS
Os melhores travesseiros são aqueles que fazem a pessoa se manter durante a noite, deitada de lado e com a cabeça na lateral. O travesseiro não pode ser muito macio, nem muito rígido. Dicas de travesseiros:
• Ortopédico: chamado também de anatômico, é mais alto na parte superior, facilitando o encaixe adequado da cabeça.
• Espuma: mais ou menos densa, a espuma mantém a cabeça na altura certa e não a deixa afundar.
• Pena: é muito macio e leve, porém, as penas se deslocam facilmente para as bordas deixando o centro fundo.
• Látex: feito de borracha macia é bem ventilado, porque possui furinhos que deixam o ar circular, além de ter durabilidade de cinco anos. É antialérgico, antiácaro, antibactéria, antitérmico, antimofo e lavável.
Conforto, neste quesito, os melhores são os de látex, porém tudo depende de como a pessoa reage ao material do travesseiro.
Altura, muito alto ou muito baixo, faz com que os músculos do pescoço comprimam veias e artérias da área, prejudicando a circulação. Os efeitos são sentidos logo ao acordar, torcicolo, adormecimento na nuca e dores nos ombros.

Dicas para entrar em sono profundo
• O quarto deve estar escuro ou na penumbra, condição necessária para que o corpo produza o hormônio melatonina, que induz ao sono.
• Evite deixar a TV ligada ou as janelas abertas, pois os ruídos deixam o sono superficial.
• Mantenha a temperatura do quarto entre 15 e 25 graus, pois isso influi na qualidade do sono.
• Não consuma café ou álcool próximo à hora de dormir, pois são bebidas estimulantes.
• Quando chegar em casa, tome um banho morno e durante o banho, faça uma massagem no corpo com óleo de lavanda.
• Vista uma roupa confortável, antes de ir para a cama.
• Evite ficar no computador trabalhando até altas horas.
• Tome suco de maracujá, chá das folhas relaxantes ou um copo de leite morno.
• Ao deitar, faça relaxamento. Coloque uma música suave, inspire e vá soltando o ar devagar.

https://champagnedascinco.wordpress.com/2010/07/06/qual-o-jeito-certo-de-dormir-%E2%80%93-postura-colchao-e-travesseiro/

Dormir bem:


Dormir bem é tão importante para o bem-estar quanto comer de forma equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente e administrar o estresse.
Nossas avós já diziam que é importante dormir bem para poder crescer e ter boa disposição. E elas sempre tiveram razão.
A ciência já demonstrou há um bom tempo que a liberação do hormônio de crescimento (GH) é maior durante o período do sono, contribuindo para não só para o crescimento como também para o bom desenvolvimento dos ossos e músculos.
Será que dormir poucas horas ou ter uma má qualidade do sono pode dificultar sua perda de peso e até fazer com que você engorde? Pesquisas realizadas nos últimos anos indicam que sim, e identificaram dois hormônios que estão envolvidos diretamente nesse processo: Leptina e Grelina.
A privação crônica do sono parece realmente dificultar a perda de peso ou também a manter o peso ideal
A Leptina, que é produzida principalmente pelo tecido gorduroso, regula o seu apetite enviando sinal ao cérebro, indicando que você já comeu o suficiente e seu estômago está cheio. Quando você dorme pouco, seus níveis de Leptina podem diminuir, favorecendo o aumento da necessidade de comer.
Já a Grelina, conhecida como hormônio do jejum, é produzida por células especificas do estômago e estimula o seu apetite. A falta de sono costuma elevar a produção de Grelina, consequentemente aumentando a fome.
Esse hormônio é tão importante que atualmente existe uma técnica de cirurgia bariátrica na qual é retirada parte do estomago, onde estão essas células que produzem grelina.
É claro que existem muitos outros fatores que podem contribuir com o aumento do peso, incluindo má alimentação, falta de exercícios físicos e certas condições médicas.
Procure fazer a ultima refeição do dia pelo menos duas horas antes de dormir para que o processo digestivo não atrapalhe seu sono; a pratica de exercícios físicos regulares leva à liberação de mensageiros químicos conhecidos como endorfinas, que trazem sensação de bem-estar e melhoram o padrão de sono.
A privação crônica do sono parece realmente ter papel importante no sentido de dificultar a perda de peso e também manter o peso ideal.
Levando em conta que a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de varias doenças, incluindo a apnéia obstrutiva do sono, é importante que você considere se está dormindo e entenda que o sono é fator determinante para ter boa saúde. 



Dormir mal:

Entre os problemas da falta de sono estão dificuldade de concentração, obesidade, diabete, baixa imunidade, depressão e doenças cardiovasculares.


Dormir pouco e mal resulta em cansaço, sonolência durante o dia e alterações do humor. Já passou por isso? Mas os problemas da privação de sono não param por aí.  Você sabia que podem levar à maior predisposição para diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares, além de reduzir a imunidade?
Afinal, por que as horas de descanso são tão importantes a ponto de interferir tanto na saúde? “Durante o sono, vários hormônios e substâncias regularizadoras são liberados e a privação de sono acarreta na não liberação dessas substâncias e na disfunção de órgãos como coração”, explicou a neurologista Carla Guariglia, do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano de São Paulo.
A média adequada de horas de descanso fica entre sete e oito horas por noite. Mas a necessidade varia de pessoa para pessoa. Há quem durma seis horas e se sinta bem e descansado, enquanto outros precisam de até 10 horas. “Mas o que se vê é que a grande maioria da população está dormindo abaixo do limite. Outro fator importante é a qualidade do sono. Sabe-se que mais de 30% da população apresenta a apneia obstrutiva do sono. Portanto, ambos os fatores têm ocasionado consequências a médio e longo prazo, tanto com prejuízo físico como mental e emocional”, comentou o neurologista Luciano Ribeiro Pinto Júnior, membro da Associação Brasileira do Sono (ABS).




Mas como saber quando procurar um médico? Que fique claro que uma insônia ocasional, relacionada a um problema pontual da vida, como um dia estressante ou uma briga com um familiar, não precisa ser tratada. “A busca do tratamento deve ser baseada em alterações de humor, cansaço excessivo, dificuldades de concentração e memorização, dificuldades psicológicas e emocionais, estresse excessivo e ansiedade”, listou a otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono Angela Beatriz Lana. “Nos casos de insônia, tem-se considerado acima três meses de sintomas. No caso de ronco, apneia e sonolência diurna, deve-se procurar um médico já no início, uma vez que pode se tratar de um caso de apneia do sono”, completou o neurologista Luciano.




Problemas relacionados à falta de sono adequado:
Dificuldade de concentração e problemas de memória 
Várias pesquisas mostram que as conexões nervosas no cérebro se fortalecem durante o sono e as diferentes fases dele têm seus papéis no fortalecimento da memória. “Se temos um sono com vários despertares, essas fases são interrompidas e a memória e capacidade de atenção ficam prejudicadas”, comentou a especialista em medicina do sono Angela.
“Dormir pouco ou acordar várias vezes durante a noite interfere na quantidade e qualidade do sono chamado de sono REM, que é o sono profundo, que tem a função restauradora. O sono REM irregular e em ciclos mais curtos faz com que, no dia seguinte, a pessoa sinta sonolência, irritabilidade por não ter descansado corretamente, dificuldade de se concentrar devido à sonolência e, com isso, não consegue manter atenção para o aprendizado, o que se traduz em dificuldade de memória”, completou a neurologista Carla.
Obesidade 
Uma das explicações de como a falta de sono aumenta as chances de se tornar obeso é que a pessoa muito cansada não tem ânimo para se exercitar e queimar calorias . A especialista em medicina do sono Angela também mencionou que quem não dorme bem acaba ingerindo mais calorias por um desbalanceamento entre hormônios que controlam o apetite: leptina e grelina.


Depressão 
Dificuldade para dormir é muitas vezes o primeiro sintoma de uma depressão, como informou a médica Angela. “Vários estudos mostram que 15% a 20% das pessoas com insônia vão desenvolver depressão. Essa relação ainda não é completamente esclarecida, mas parece que pessoas deprimidas têm padrões de sono anormais”, completou.


Problemas cardiovasculares 
Pessoas que dormem menos que seis horas por noite podem ter até duas vezes mais chances de ter um infarto ou derrame do que as que descansam oito horas. O motivo não é completamente claro, como informou a médica Angela, mas sabe-se que dormir pouco altera os níveis de pressão sanguínea e o metabolismo da glicose no sangue, fora que fatores inflamatórios são liberados em maior quantidade no sangue, danificando as paredes das artérias.


Baixa imunidade 
Anticorpos e células que lutam contra as infecções ficam reduzidas quando não se dorme o suficiente. “Durante o sono, nosso sistema imune libera proteínas chamadas citocinas, que precisam aumentar quando temos infecções, inflamações e estamos sob estresse. A falta de sono reduz em muito a produção dessas citocinas”, explicou a especialista em medicina do sono Angela.


Diabetes 
O sono parece ser tão importante quanto o exercício e a dieta para o desenvolvimento da diabetes, como informou a médica Angela. “Quando não se dorme o suficiente, parece que o corpo precisa de mais insulina para manter os níveis adequados de glicose. Redução do sono parece alterar o nosso sistema nervoso simpático, relacionado ao controle de estresse e este também regula nosso metabolismo do açúcar no sangue”, explicou a especialista.
As células produtoras de insulina param de trabalhar adequadamente com a falta de sono e aumentam os níveis de glicose no sangue, o que causa a diabetes tipo 2. O cansaço resultante da falta de sono também altera a habilidade do sistema nervoso em regular os níveis de açúcar no sangue. “Apenas duas noites dormindo menos que quatro horas já desencadearia o processo de alteração no metabolismo do açúcar no sangue”, alertou Angela.